Ao final da década de 1970 surge em São Paulo uma movimentação artística - com muitas honras estético-músico-cancionais - que entrou para a história como Vanguarda Paulista [embora haja quem a chame também de Vanguarda Paulistana]. O nome, segundo uma declaração de um dos ícones desse momento, Luiz Tatit, não tem grande relevância: “Para mim, é um rótulo parecido com outros, como Rock dos 80, que veio de fora para dentro. Não prejudicou, nem acrescentou nada. Eu vejo claramente uma unidade, não de um movimento musical, mas na regularidade de um fator: a presença da fala na música. O Itamar fazia um verdadeiro reggae-de-breque. E o Arrigo usava locuções radiofônicas"

E é exatamente esse o tema do nosso estudo sobre esse repertório tão rico, tão diverso e

tão intenso dessa fase da canção popular: a presença da fala no canto.

O estudo do período nos leva a identificação de padrões vocais até então inusitados para a canção popular. Entraremos então nas diversas estéticas vocais propostas por nomes como Tetê Espíndola, Suzana Salles, Vânia Bastos e Ná Ozzetti, cantoras que foram verdadeiros sustentáculos dessa movimentação e ainda realizam seus trabalhos ativamente com inúmeras outras construções.

Entre os compositores trabalharemos com as obras de nomes tais como o próprio Luiz Tatit, Arrigo Barnabé, Wandi Doratiotto e, como não poderia deixar de ser, mergulharemos também no canto e na obra de Itamar Assumpção.

#VEMPROCANTODOBRASIL